O que você procura ?

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Atacante revela que é um dos nomes do próximo pacote de reforços da Ponte

Michel, de 21 anos, estava no Paulista, de Jundiaí, e interessava ao Sertãozinho



Mais uma aposta para 2011. Michel, de 21 anos, será um dos nomes do próximo pacote de reforços da Ponte Preta. O atacante confirmou nesta quarta-feira (29) que acertou com a Macaca. Ele estava no Paulista, de Jundiaí, e ficou livre para negociar com outro clube ao término do vínculo, agora em dezembro. O Sertãozinho também queria o jogador.
“Eu vou me apresentar domingo na Ponte Preta. Está tudo apalavrado. Só falta definir o tempo de contrato e assinar”, afirmou Michel, em entrevista à Rádio Bandeirantes, de Campinas. Natural de Porto Alegre-RS, o atacante foi revelado pelo Comercial e já passou por Grêmio e Juventude. No Paulista, fez parte do grupo campeão da última Copa Paulista e contribuiu com um gol.
A chegada de um atacante é uma necessidade. O setor é justamente a principal carência do elenco da Ponte. Atualmente, o técnico Gilson Kleina conta apenas com Reis e Richard Falcão para a posição. Já saíram Daniel Lovinho, Pablo Escobar, Marcelinho e Kieza, além de William, sonho da diretoria alvinegra, mas que tem tudo acertado para voltar ao Avaí.
Para compensar as baixas ofensivas, Vandinho é outro atacante que está próximo de ser anunciado pela Macaca. Ele seria o carro-chefe da segunda leva de contratações, que, a exemplo da primeira, deverá vir repleta de apostas. Até oito jogadores podem ser confirmados de uma só vez.
Entre eles, estão o volante Elicarlos, do Cruzeiro, o meia Wanderley, do Guarani de Sobral-CE, o lateral-esquerdo João Paulo, do Fluminense, e o goleiro Vanderlei, do Coritiba, além do zagueiro Luciano Castan, do União São João, de Araras, e do meia Vítor Castro, ex-Botafogo. A dupla já treina fisicamente no Majestoso.
Até o momento, a Macaca oficializou sete reforços: o goleiro Bruno, o lateral-direito Amaral, o zagueiro Ferrón e os meias Renatinho, Márcio Diogo, Válber e Luís Mário. A reapresentação oficial do elenco está marcada para a tarde de domingo (2). A delegação alvinegra seguirá na segunda-feira (3) para a pré-temporada, em Poços de Caldas, onde ficará até 12 de janeiro. A estreia no Paulistão será dia 16, contra o Mirassol, fora de casa.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Waguinho condena `time de aluguel´ e críticas oportunistas ao Guarani

Coordenador de futebol defende planejamento de médio a longo prazo

Um dia após a confirmação do rebaixamento do Guarani à Série B do Campeonato Brasileiro, Waguinho Dias foi o porta-voz da diretoria para tentar explicar mais um fracasso alviverde em 2010. Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (29), o coordenador de futebol condenou a montagem de um “time de aluguel” e as críticas oportunistas ao desempenho da equipe. Além da queda, o Bugre também não conseguiu o acesso na Série A2 do Paulista e passará o ano do seu centenário em divisões inferiores.

Waguinho falou por aproximadamente 50 minutos na sala de imprensa do Estádio Brinco de Ouro da Princesa. Entre diversos assuntos, ele apontou uma solução para as recentes decepções e enfatizou a necessidade de um planejamento a médio e longo prazo. De acordo com o dirigente, firmar acordos curtos com jogadores prejudica a sequência de um trabalho.

“Para acabar com esses descensos, o clube precisa ter mais jogadores pertencentes ao Guarani. É preciso olhar mais para o departamento amador. Não podemos ficar fazendo 20, 30 contratações a cada seis meses. O elenco tem de ser prolongado, para não ficar somente como se fosse um ‘time de aluguel’”, afirmou Waguinho.

Sem condição financeira de bancar contratações, a diretoria apostou em empréstimos para formar um grupo com nomes até certo ponto conhecidos e uma folha salarial cara para a realidade bugrina. Dos 11 titulares que iniciaram a derrota para o Grêmio, por 3 a 0, no domingo (28), seis foram cedidos ao Guarani por outros clubes.

O goleiro Emerson pertence ao União São João, o lateral-esquerdo Márcio Careca é do Vasco, os volantes Maycon e Paulinho têm vínculo com o Internacional, o meia Diego Barboza está preso ao Paulista, de Jundiaí, e o atacante Mazola voltará ao São Paulo. O volante Renan também é do Tricolor, sem contar Roger, que saiu negociado pelo clube do Morumbi para o futebol japonês quando era o artilheiro do Brasileirão.

Além dos emprestados, Baiano e Fabão, por exemplo, têm os contratos encerrados no fim do ano e a dupla de veteranos está com o futuro incerto no Guarani. Apesar de admitir o erro na proposta de montagem do elenco, Waguinho Dias não aceita ouvir que tudo foi feito de maneira errada para a disputa do Brasileirão. Na reta final, o técnico Vagner Mancini criticou a falta de reforços antes do fechamento da janela de inscrições.

“Agora tudo é ruim. Hoje é fácil detectar erros. Quando a gente estava bem, nada estava errado. Só que, infelizmente, ficamos 12 partidas sem vencer. Quando ainda tínhamos a oportunidade de contratar, estávamos jogando bem, em nono lugar, com jogadores ainda para estrearem. O Mancini ele se arrepende de não ter insistido. Tudo foi conversado em conjunto. Na oportunidade, achávamos que tínhamos atletas suficientes para ir até o fim. Se falar que tudo foi errado, eu descordo”, disparou.

Entre os motivos que causaram o rebaixamento do Bugre, Waguinho nega que os salários atrasados foram determinantes. “Os salários nunca ficaram atrasados a ponto de ser o culpado pelas derrotas”, disse. Para o futuro, o dirigente garante que continuará no clube e revela que o anúncio de contratações, dispensas e renovações será feito somente após o término do Brasileirão. Até mesmo a permanência de Vagner Mancini será discutida depois do jogo de domingo, contra o Fluminense, domingo (5), no Rio de Janeiro.

“Vamos esperar terminar o Brasileirão para não causar constrangimento interno. Não conversamos com nenhum para renovar. Também tem jogadores que a gente já vem analisando há algum tempo e, depois do Brasileirão, serão divulgados. A situação do Vagner Mancini ainda não está definida. Vamos sentar e conversar e ver o que será melhor para o Guarani”. O goleiro Weverton, de 23 anos, reserva do Vila Nova na Série B, está praticamente fechado. “Ele (Weverton) foi bem recomendado por todas as pessoas consultadas”, comentou.

Foi o sétimo descenso do clube campineiro em dez anos. Anteriormente, o Bugre, campeão brasileiro em 1978, havia caído no Paulistão, em 2001, 2006 e 2008, no Torneio Rio-São Paulo, em 2002, no Brasileirão, em 2004, e na Série B, em 2006. No Paulistão de 2001 e no Torneio Rio-São Paulo de 2002, porém, o Alviverde não chegou a sofrer com as consequências práticas do rebaixamento em razão de viradas de mesa.

Bugre aceita mala branca, mas diz ter motivação própria para rodada final

Waguinho Dias não vê problema em jogadores aceitarem incentivo extra

O Guarani já está rebaixado para a Série B, mas terá papel central na rodada final do Campeonato Brasileiro. Adversário do Fluminense no próximo domingo, no Engenhão, o Bugre pode receber grande ajuda de Corinthians e Cruzeiro, clubes que ainda sonham com o título. A mala branca pode pintar nesta semana pelos lados do Brinco de Ouro, e a diretoria da equipe de Campinas já sinalizou que permitirá que seus jogadores recebam um incentivo extra para tirar o título das mãos do Flu. O coordenador técnico Waguinho Dias admitiu a possibilidade.
- Muitas vezes há esta situação entre os jogadores. Mas, até agora, não surgiu nada. Isso existe no futebol (mala branca), e acho que sempre dá uma motivação a mais para o jogador. Falando em nome dos atletas, o grupo aqui vai para ganhar do Fluminense, com incentivo ou sem. Se vier alguma oferta, vamos ver o que fazer - afirmou Waguinho.
A derrota por 3 a 0 para o Grêmio, no Brinco de Ouro, confirmou a queda do Guarani para a Segundona. A torcida, triste e revoltada, protestou muito após o fim da partida. Por isso, de acordo com Waguinho Dias, não é apenas a mala branca que pode deixar o elenco mais ligado na partida de domingo. O coordenador garante que seus jogadores farão as devidas obrigações contra o Fluminense, em defesa da honra e da camisa do Bugre.
- Imagine todas as atenções que vão estar voltadas para essa partida? Temos o profissionalismo e nosso nome em jogo, a camisa do Guarani tem de buscar a vitória a todo instante. Temos uma família por trás, uma torcida por trás, e não é um dinheiro extra que vai fazer o Guarani jogar mais. Já daremos o nosso máximo, isso os clubes do campeonato podem ter certeza - ressaltou Waguinho Dias.
Waguinho assegurou que os jogadores bugrinos têm totais condições de enfrentar o Flu de igual para igual. Vale lembrar que, no primeiro turno, o Guarani venceu o rival carioca por 2 a 1, no Brinco de Ouro, em jogo válido pela 19ª rodada.
- O ser humano já tem de estar naturalmente motivado. O atleta tem um contrato que é bom para ele, com todas as garantias, então isso já o deixa bem para jogar. Tem essa partida contra o Fluminense que pode definir o futuro de várias equipes, e temos de honrar nossos compromissos profissionais - defendeu o dirigente.


Expectativa maior do que em 2006 é perigosa, na visão de Roth

Técnico diz que esperança de título mundial para o Inter é maior agora do que há quatro anos.

Celso Roth no treino do Internacional
Celso Roth vê expectativa maior agora
(Foto: Lucas Uebel / VIPCOMM)

Em 2006, o Inter havia acabado de ganhar sua primeira Libertadores, não sabia direito o que encontraria no Japão, tinha algumas dúvidas sobre a real capacidade que um grupo de jogadores bem mais modesto do que o do Barcelona poderia fazer contra astros como Ronaldinho, Deco, Xavi, Iniesta, Zambrotta, Puyol e Van Bronckhorst. Em 2010, o Inter se autoproclama “campeão de tudo”, já percebeu que conquistar o planeta não é impossível e, automaticamente, vai ao Mundial mais esperançoso. Aquilo que parece bom tem seu lado ruim, na visão do técnico Celso Roth.
O comandante colorado entende que o aumento na expectativa deixa o Mundial mais perigoso para o Inter. O clube, agora mais conhecido, deixou de ser franco-atirador. A impressão é de que pode fazer frente a seu rival mais badalado, o Inter de Milão. Se não conseguir, fatalmente restará uma frustração.
- Isso cria uma expectativa. É perigoso. A grandeza do clube mostra isso. Não é nada anormal dizer que o Inter vai com uma possibilidade melhor do que a de 2006. Naquele momento, o Barcelona era o time do momento, e o Inter ia pela primeira vez ao Mundial. Claro que todos colorados queriam, mas achavam muito difícil. O Barcelona ganhou por 4 a 0 do América, e o Inter teve dificuldades para passar da semifinal. Se dizia que o Barcelona ia se consagrar, e o Inter fez um jogo de exceção e foi campeão mundial. Agora, já saímos de Porto Alegre com boas chances de chegar lá, e o Inter de Milão tem um momento de desequilíbrio. Mas é uma seleção, com jogadores argentinos, brasileiros, holandeses, africanos – comentou Roth.
O treinador tem uma receita para facilitar a sorte vermelha em Abu Dhabi. Para ele, o melhor caminho é fazer com que as boas individualidades coloradas jamais abandonem seu senso coletivo.
- Temos, sim, uma boa possibilidade, desde que a gente faça um jogo muito competitivo na semifinal, com cabeça no lugar, equilíbrio, e que sejamos coletivos. Se conseguirmos aliar o pensamento coletivo à qualidade técnica dos jogadores, temos boas possibilidades de passar da semifinal. E aí, na final, nossa possibilidade cresce – afirmou o técnico.
O Inter viaja em 8 de dezembro para Abu Dhabi. O primeiro jogo é no dia 14. A final será no dia 18.


domingo, 21 de novembro de 2010

Derrota para o Flamengo deixa Guarani perto do rebaixamento

Bugre enfrenta Grêmio e Fluminense na luta contra a "degola"

O Guarani ficou mais perto de voltar à Série B do Campeonato Brasileiro ao perder o jogo deste sábado (20) para o Flamengo por 2 a 1, no Estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro.O time campineiro ocupa a 18ª posição da tabela com 37 pontos ganhos e mais dois jogos para fazer contra Grêmio, em Campinas, e Fluminense, no mesmo estádio do Engenhão. Ambos lutam por libertadores e o time carioca pelo título.A situação do time alviverde é muito delicada e os resultados das partidas deste domingo podem deixar as chances de escapar da “degola” praticamente nulas. O Bugre torce contra Avaí (37 pontos), Atlético-MG (39 pontos), Atlético-GO (40 pontos) e Goiás (32 pontos). O Flamengo, que também luta contra o rebaixamento, chegou aos 43 pontos. O rubro-negro enfrenta o Cruzeiro e o Santos nas duas últimas rodadas.
Veja Galeria de Fotos
O Jogo
O jogo parecia que seria tranquilo para o Flamengo. Logo na saída de bola, o time se mandou ao ataque para pressionar o Guarani. Na primeira falta, aos dois minutos, Renato lembrou Petkovic em 2001 e acertou perfeito chute de efeito, tirando completamente a bola da barreira e do goleiro Emerson: 1 a 0 e loucura no Engenhão. Clique Para ver o gol
Mas o que seria uma benção para os rubro-negros acabou virando castigo. O gol relâmpago inverteu rapidamente a tônica do jogo. De uma hora para outra, foi o Guarani quem passou a pressionar. À beira do gramado, Vanderlei Luxemburgo se desesperava, temendo o pior. E o empate não demorou. Aos 13, Welington cometeu falta próximo à linha de fundo. Baiano, bateu para a área, mas nem foi preciso desvio. A bola quicou e Marcelo Lomba aceitou: 1 a 1. Alguns torcedores gritaram o nome de Bruno. Clique para ver o gol
Exaltar o goleiro preso foi apenas uma das inúmeras reações de instabilidade rubro-negra. O gol transformou o Engenhão em um caldeirão de nervosismo. Lomba passou a ser vaiado até em tiro de meta. Kleberson, com toda sua experiência, assustou-se ao ficar livre na área e chutou fraco, desperdiçando ótima chance, aos 15. Renato bateu falta aos 18, mas nem de longe lembrou o cobrador milimétrico do primeiro gol. Isolou. Aos 31, Diogo recebeu passe açucarado, mas errou o domínio. No contra-ataque, Mazola arrancou, deixou Willians para trás e caiu na área pedindo pênalti. O cenário era favorável ao Guarani.
A sorte do Flamengo é que o destino já tinha dado uma mãozinha. O veloz Diego Maurício entrou no lugar do pesado Deivid, que saiu reclamando de dores no tornozelo, aos 21. Pouco depois, aos 33, Diogo errou mais uma jogada, mas acertou involuntariamente. A tentativa de drible bateu no zagueiro e sobrou limpa para Diego Maurício soltar a bomba, colocando novamente o Flamengo em vantagem. Clique para ver o gol
O clima no estádio voltou a ser de euforia, e o ambiente se refletiu no time. Aos 38, Renato fez linda jogada e por pouco não marcou o terceiro. Os passes eram mais curtos, cadenciados. Até Lomba recebeu aplausos.
A tensão passava a vestir verde. Mazola se jogou duas vezes tentando cavar mais uma chance de falta com Baiano. Apodi se irritou com Diogo. Vagner Mancini reclamou que os gandulas passaram a demorar na reposição das bolas. O Flamengo fazia o tempo passar à espera do intervalo.
Confira a Classificação
Tensão de sobra e chances raras na etapa final

O segundo tempo começou nervoso como o primeiro. O Guarani tentava acelerar o jogo, mas errava passes simples. O mais perigoso continuava sendo Mazola, constantemente parado com falta.
Mancini, que já havia colocado Mário Lúcio no lugar de Diego Barboza, mudou mais uma vez e substituiu Preto por Paulinho. Luxemburgo respondeu colocando Marquinhos no lugar de Kleberson, que saiu irritado, fazendo cara feia no banco de reservas. O pentacampeão não era o único perdendo a cabeça. Juan e Renato discutiram ásperamente em campo após um erro do time pelo lado esquerdo. Lomba, mesmo sem as vaias da etapa inicial, continuava assustado. Em falta cobrada por Baiano, socou para frente uma bola defensável.
O Flamengo atacava bem menos do que na etapa inicial. O Guarani aproveitava os espaços, adiantava a marcação, tentava mostrar força. Num raro contra-ataque permitido, Diego Maurício recebeu amarelo por simulação de pênalti, aos 21.

A torcida rubro-negra percebia que o momento era verde e tentava intimidar os rivais na base do grito. Não dá para dizer se a pressão da arquibancada teve ou não influência, mas fato é que Maycon saiu com bola e tudo em uma tentativa de arrancada pela esquerda, aos 25. Lance bisonho, que resume a tensão em campo.
Pensando nisso, Luxemburgo compensou a saída de Kleberson colocando Petkovic no lugar de Diogo, que não vinha bem. Claramente o objetivo era dar mais cadência ao jogo e melhorar o passe, mas aconteceu o contrário. Em sua primeira jogada, o sérvio não passou nem cadenciou. Tentou fazer gol de placa, arrancando até ser desarmado na área. A torcida delirou.
Em sua última cartada, Mancini sacou Mário Lúcio e colocou Pablo, de 17 anos, que entrou dando trabalho. Em uma troca de passes do garoto com Mazola, surgiu uma falta que Baiano mais uma vez jogou na área. Aílson subiu e cabeceou com perigo, para fora, aos 36.
Pouco depois, Marquinhos e Angelim tiveram duas boas chances de ampliar. Mas a torcida que lotou o Engenhão não estava ligando a mínima para o saldo. Queria apenas o apito final e os três pontos preciosos para um bom fim de ano.


Coritiba só empata, mas tropeço do Bahia garante bi da Série B

Equipe de Ney Franco fica no 2 a 2 com o Icasa, completa bela campanha de retorno

Depois de cumprida a primeira parte, a missão do Coritiba em 2010 agora está completa. Mesmo com empate em Juazeiro do Norte por 2 a 2, com o Icasa, neste sábado, o clube alviverde sagrou-se campeão da Série B desta temporada com uma rodada de antecipação. E foi o segundo troféu da competição para a sala do Couto Pereira, já que, em 2007, o mesmo caminho já havia sido trilhado. Tudo porque o Bahia, único concorrente que restava, não fez o dever de casa e foi derrotado pelo Santo André, em Salvador, e não pode mais alcançar a equipe de Ney Franco.
Os gols foram marcados por Júnior Xuxa e Leozinho, com Marcos Aurélio e Geraldo descontando. O Verdão do Cariri subiu para a décima posição, com 50 pontos, e vai terminar de modo honroso a competição. Já o Coxa segue estacionado nos 71 e, apesar de ainda haver mais um compromisso, no próximo fim de semana, já planeja como será o retorno à elite.
O JOGO
A partida teve um atraso de sete minutos por conta de uma falha de comunicação entre os clubes. Tanto Coritiba quanto Icasa vestiam verde ao entrarem em campo, o que obrigou os visitantes a buscarem camisas brancas no vestiário. O calor intenso, das 16h, diga-se, uma vez que no Ceará não há horário de verão, não cessou. Mas o duelo teve um ritmo intenso.
Disposto a não abrir mão da vitória, o Icasa partiu para cima e notou que o adversário jogaria em seu erro, apenas nos contragolpes. Mas cercar tanto não foi uma tática efetiva, e o Coritiba criava perigo com Tcheco e Marcos Aurélio. Na categoria de Júnior Xuxa, porém, o Icasa abriu o placar, aos 19 minutos, com belíssima cobrança de falta.
Depois, empolgado, seguiu em cima, com o trio Xuxa/André Neles/Assisinho. O goleiro Edson Bastos, então, passou a ser a principal figura em campo, com defesas que garantiram que a equipe da casa não abrisse vantagem maior. Ainda na primeira etapa, Marcos Aurélio deu alento ao Coxa ao empatar a partida, aos 44.
Na volta do intervalo, o Coritiba por pouco não virou e manteve o controle do jogo por alguns minutos. Sabendo que o Tricolor Baiano vencia, não podia bobear e deixar a decisão para a última rodada. Pouco a pouco, no entanto, o Icasa voltou a se animar e, com o apoio da torcida, fez 2 a 1, por meio de Leozinho, aos 27.
Para não fechar a campanha com derrota, com o jogo já morno, o angolano Geraldo, que acabara de entrar, igualou tudo outra vez com um chute forte de dentro da área.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Soberana, Ponte leva a melhor sobre Sport e toma a quinta posição do rival

Macaca faz 3 a 1 em casa, com Kieza, William e Ivo e cola no G-4 da Série B
A Ponte Preta enfim fez o dever de casa com competência e passou pelo Sport até com certa tranquilidade, por 3 a 1, nesta terça-feira, em Campinas. De quebra, ultrapassou o próprio rival na tabela da Série B, tomando-lhe a quinta posição, e encerrou jejum de quatro jogos sem ganhar em seu estádio. Os gols foram de Kieza, William e Ivo, com Elton descontando em um golaço.

Com o resultado, ambos os clubes - com 45 e 43 pontos, respectivamente - esperam por tropeços de América-MG, Figueirense e Bahia para entrarem no G-4. Na próxima rodada, a 29ª da competição, a Macaca visita o Ipatinga na sexta-feira, enquanto o Leão tem dura missão pela frente, em busca da reabilitação: o líder isolado Coritiba, sábado, na Ilha do Retiro.
O JOGO
O time do técnico Jorginho abusou desde o começo de sua principal arma: a jogada aérea. Contanto com atuação destacada do goleiro Magrão, porém, o Sport se safava. Nos contragolpes, o visitante tentava incomodar, mas era muito bem marcado. E claramente sentia a falta de poder de fogo do atacante Ciro, artilheiro da Série B. Para completar o primeiro tempo de domínio, Kieza abriu o placar, concluindo passe dado por Bruno Collaço, aos 35 minutos.
Animada, a torcida da Ponte festejava a chance de acesso à elite se tornar real de novo. Insatisfeito, Geninho trocou um zagueiro por um meia ofensivo antes mesmo do intervalo. Mas não surtiu efeito. O alvinegro Naldo acertou o travessão em cabeçada e quase ampliou.
Na etapa final, Elton, que entrara na equipe, arriscou chute potente de longe, depois de jogada pessoal, e empatou. A igualdade não foi mantida por muito tempo. William, com oportunismo, desviou de cabeça um chute de Collaço, aos 11, e pôs a Ponte à frente mais uma vez. Logo em seguida, aos 15, Ivo retrucou a bomba de Elton e anotou gol muito parecido, de fora da área.
Daí em diante, o Sport insistiu, o técnico mexeu no time com o ídolo Romerito, mas nada que fizesse a diferença, somente lampejos de Marcelinho Paraíba. Houve até um princípio de confusão quando William, da Macaca, era atendido no gramado, e o próprio Romerito quis empurrá-lo para fora das quatro linhas para não perder tempo. Até os acréscimos, coube à equipe da casa reter a bola e comemorar a vitória no final.